IMAGEM BEM ANTIGA DO CAIS DE XIQUE-XIQUE O VELHO VAPOR
PROJETO RESGATAR VIDAS
O SENHOR E MEU PASTOR E NADA MIM FALTARA
sábado, 30 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Espanha pede ajuda e Dilma defende ação conjunta contra crise
BRASÍLIA, 4 Jun (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que todos os "grandes atores da economia mundial" precisam atuar numa ação coordenada para resolver os problemas da crise econômica, sem depender apenas dos emergentes.
A afirmação ocorreu logo após Dilma receber o pedido do rei Juan Carlos, da Espanha, para que o Brasil apoiasse em fóruns internacionais que instituições financeiras europeias ajudassem bancos espanhóis em dificuldade, afirmaram à Reuters fontes que participaram dos encontros. Dilma e o rei Juan Carlos almoçaram com empresários e autoridades dos dois países.
"A retomada do crescimento em nível global não pode depender apenas de medidas adotadas pelos países emergentes", disse Dilma na declaração conjunta.
"Em um momento de crise é fundamental insistir em uma ação coordenada de todos os grandes atores da economia mundial", acrescentou a presidente.
A Espanha é um dos países que mais têm sofrido com a crise da dívida na Europa, e Dilma garantiu que o Brasil "buscará a melhor forma" de colaborar com os espanhóis no enfrentamento da crise.
Segundo um ministro e fontes do Planalto presentes nas reuniões, a ajuda do Brasil viria por meio de declarações e negociações durante o encontro do G20, no México, em duas semanas.
"Não há muito mais que o Brasil possa fazer", disse um ministro à Reuters logo após o encontro.
Segundo o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, a reunião do G20 deve ser dominada pelo resultado das eleições gregas, que poderão definir a permanência ou não do país na zona do euro.
"Se isso vai ajudar a aprofundar a discussão para os problemas de outros países do bloco, não se sabe", afirmou.
Oficialmente, o rei veio ao Brasil convidar Dilma para participar da 22a Cúpula Iberoamericana, em novembro, em Cádiz. Ele seguiu na tarde desta segunda para o Chile.
"O delicado momento por que passa o mundo e a Europa, em particular, tem apresentado ainda de formas diferenciadas desafios para todos nós. Nós temos confiança na criatividade e na força do povo espanhol e estamos seguros de que os esforços para a superação da crise europeia serão muito bem-sucedidos", disse Dilma.
A presidente reiterou ainda que a crise econômica global precisa ser enfrentada com crescimento econômico, para que o ajuste realizado pelas nações mais atingidas "não seja feito em detrimento dos interesses" dos povos da Europa e de todo o mundo.
Dilma encontrou individualmente o presidente do Conselho do Santander, Emílio Botín, e o presidente mundial da Telefónica, Cesar Alierta. Cerca de 15 executivos de empresas espanholas integraram a comitiva do rei Juan Carlos.
(Reportagem de Ana Flor; Edição de Maria Pia Palermo)
sábado, 2 de junho de 2012
TUDO COMERÇA COM A CURIOSIDADE COM AMIGOS DESCOLADOS
a curiosidade surge exatamente quando não se sabe direito
quais são asopções de atendimento e se existe um atendimento peculiar para este
tipo dedependência.
Ao longo das
investigações fomos descobrindo que o quadro é muito maisgrave e cruel do que
imaginávamos. Desde pouquíssima bibliografia a respeitodo assunto no Brasil,
até a completa falta de política de atendimento específicapara a, o que o
próprio secretário da saúde do estado do Rio Grande do Sulchama de -
‘epidemia’.
Iniciamos pela
seleção das categorias chaves para a nossa investigação.Neste momento
percebemos as dificuldades que teríamos e a falta deconhecimento prévio que
tínhamos. Definir o que é droga, dependência,tratamento parece uma tarefa
simples, porém foi a base para a compreensãodas causas das conseqüências desta
epidemia. O crack é uma drogaextremamente atípica e traz consigo uma carga de
sofrimento e violênciageneralizadas.
Percorremos em nossos
estudos pela história da cocaína, formas de uso eaté mesmo a respeito do
preconceito enfrentado pelos usuários e ex-usuáriosde drogas em nossa
sociedade. E temos a plena certeza que muito deve epode ser realizado através
do Sistema Único de Saúde, que sem dúvida é oúnico recurso e direito disponível
para a maior parte dos dependentes destadroga e de seus familiares.
2 - UM POUCO DA HISTÓRIA DA COCAÍNA
A planta Erythroxylon Coca
, comumente conhecida como coca, era utilizadapelos índios
da América do Sul. Eles acreditavam que a “Mama Coca”, como adenominavam, foi
um presente dos deuses para que eles pudessem suportar afadiga e cansaço. Os
nativos andinos não sabiam extrair das folhas o princípioativo, mas aprenderam
a conservá-lo, misturando à planta substânciasalcalinas (cal) (Johanson,1988).
Embora muito comum na América do Sul, aEuropa só veio a conhecer a coca no
começo do século XIX, quando foi levadapara a Inglaterra pelo Jardim Botânico
Real. Na década de 1880, a coca passou a circular por toda Europa e América
doNorte, sob a forma de chá. O cultivo e a produção eram feitos no Peru, ondehavia
um órgão do governo que controlava a coca licenciada para a
exportaçãofarmacêutica, a Empresa Nacional da Coca. Os europeus viam a planta
comouma erva medicinal capaz de aumentar a longevidade com componentes
quemantinham a “alma e a mente fresca”. A medicina adotou definitivamente a
substância após a obtenção doprincípio ativo puro, isolado por Albert Niemann,
em 1859 (Karch,1998). Antes,em 1855, o químico Gaedecke já havia extraído um
resíduo oleoso das folhas
de coca, ao qual
denominou eritroxilina (Johanson, 1988). As indicações dacocaína para o
tratamento das farmacodependências, como estimulanteincapaz de danos
secundários, ideal para exaltar o humor, espantar adepressão e "deixar as
damas plenas de vivacidade e charme", forampublicadas nas principais
revistas médicas da época, na Europa e nos EstadosUnidos (Escohotado, 1996).
Suas propriedades anestésicas foram utilizadas notratamento de dores de dente e
garganta, em bloqueios anestésicos e abriuuma nova fronteira nas cirurgias
oftalmológicas (Karch,1998). Era utilizadapelas vias oral, por inalação ou por
meio de injeções intradérmicas(Escohotado,1996).Sigmund Freud, considerado o
“pai da psicologia”’, publicou umamonografia denominada: Über Coca, em 1884,
que sintetizou aquilo que vinhasendo falado e escrito pela comunidade
científica nas últimas décadas doséculo XIX. Há controvérsias em relação a essa
monografia, pois se acreditaque ele era pago por indústrias da época para
divulgar as “vantagens damaravilhosa planta”. O trabalho do então desconhecido
cientista, exaltava acapacidade da substância de exaltar o humor, combater o
'morfinismo', o'alcoolismo' e transtornos gástricos, caquexia e a asma, além de
ser afrodisíacoe anestésico local. Em artigos subseqüentes, considerou
improvável aexistência de uma dose letal para a substância e colocou suas
experiênciascom a mesma no tratamento da histeria e hipocondria
(Escohotado,1996).
Porém, Freud publicou
uma continuação de "Uber coca", modificando seuponto de vista,
originalmente favorável à cocaína. Não obstante, algunsautores, como Bucher
(1992), defendem a tese de a cocaína ter contribuídoindiretamente para que
Freud realizasse a descoberta dos processosinconscientes, permitindo a criação
da psicanálise. Dessa forma, Freud teriaresgatado sua dívida com a humanidade,
oferecendo um novo e poderosoinstrumento para a auto-compreensão sem
toxicidade, embora não tãoinofensivo para o "sono tranqüilo", baseado
na ignorância sobre o própriorespeito da sociedade. Isso pode ser exemplificado
por um anuncio da épocaque laboratório Parke Davis publicou aos médicos:
"Esperamos que seja maisfreqüente a aplicação dos maravilhosos efeitos da
cocaína na terapêutica geral,dos quais destacamos a melhora do estado de ânimo,
o aumento dasfaculdades físicas e mentais, assim como o aumento da resistência
ao esforço[...] Seria uma lástima que tão destacadas propriedades não
fossemexploradas". A popular bebida Coca-Cola originalmente havia
quantidadessignificativas de cocaína na sua formula (vem daí toda sua fama de
melhor refrigerante). O conhecimento das reações aos tratamentos “milagrosos”
da cocaína sóganharam força, (embora presente desde o início do século XIX) no
final doséculo XIX (Spillane, 1999). Sintomas psicóticos e depressivos, insônia
erelatos de abuso e dependência, onde o consumo era classificado por
seususuários como uma 'tentação irresistível' golpearam os elogios
incondicionaisque a substância vinha recebendo até aquele período (Escohotado,
1996). Por volta de 1890, pelo menos 400 casos agudos ou crônicos de danos
físicos epsíquicos relacionados à cocaína já haviam sido publicados na
literatura
médica (Grinspoon et al, 1985). Em 1901 a Coca-Cola retirou
a cocaína de suafórmula (Karch, 1998). Emil Kraepelin (1902), durante uma
conferência paraclínicos da Universidade de Heidelberg, ao falar sobre a
importância do papeldo médico para "a prevenção e o alívio da interminável
miséria causada peladoença mental", apontou o alcoolismo, a sífilis e o
abuso da morfina e dacocaína, como "os mais importantes pontos de
ataque".Por volta de 1905, o consumo inalado da cocaína já era bastante
difundidonos E.U.A. e o primeiro caso de lesão da mucosa nasal foi publicado
pelaliteratura médica em 1910 (Karch, 1998). As sociedades médicas, no
iníciopartidárias e depois convertidas em ferozes opositoras da cocaína,
passaram acriticar a venda da cocaína pela indústria farmacêutica, afirmando
que esseshaviam promovido a substância de uma maneira irresponsável e
não-científica(Spillane, 1999) .A partir da segunda década do século XX,
observou-se um declínio noconsumo da cocaína nos Estados Unidos e na Europa até
atingir níveisinsignificantes. Para tal, alguns fenômenos foram determinantes:
ofortalecimento do puritanismo e da ideologia proibicionista nos Estados
Unidos,culminado no aparecimento de leis restritivas e punitivas (Harrison
NarcoticsAct, 1914; Boggs Act, 1951; Narcotics Control Act, 1956), que baniram
acocaína e a heroína do mercado livre, controlaram as importações
dessesprodutos, perseguiram os médicos que prescreviam tais substâncias
efecharam várias clínicas para tratamento de dependentes (Escohotado, 1996).A
depressão econômica que se estendeu até os anos 40, deixando menosdinheiro para
gastos supérfluos (Grinspoon et al, 1985). O surgimento, naEuropa, de medidas
socio-educativas e de saúde pública, visando à prevençãoe ao tratamento desses
pacientes (Escohotado, 1996). E por fim, a anfetamina,um novo e potente
estimulante de longa duração, foi sintetizada em 1932. Asubstância não possuía
qualquer restrição punitiva por parte dos estadosnacionais, era barata e parece
ter substituído o consumo de cocaína emalguma proporção (Johanson, 1988).Alguns
fatores são apontados como contribuintes para o recrudescimentodo consumo de
cocaína e heroína no início dos anos 70: o aparato repressivomontado pelo
Estado norte-americano concentrava seus esforços no combateà maconha e ao LSD,
permitindo que outras substâncias fossem introduzidasno país (Escohotado,
1996). A partir de 1973, o consumo de anfetamina passoua ser controlado, deixando
um universo de consumidores carentes de umasubstância com as mesmas
propriedades (Johanson, 1988).
EXPANSÃO DO USO DA COCAÍNANOS EUA
Os movimentos
contraculturais beat
ehippie
, dos anos 50 e 60, além deentenderem a experiência com
substâncias psicoativas como uma formaperc
Passo 3 (esquerda): a
solução é fervida para separar a parte sólida
Passo 4 (direita): resfriamento da mistura separada
Passo 5: filtragem da mistura fria para isolar os sólidos
Crack (no filtro à
direita)
EFEITOS NO CORPO
O Crack leva apenas
15 segundos para chegar ao cérebro e já começa aproduzir seus efeitos. Ao
percorrer a corrente sangüínea, o crack primeiro deixao usuário se sentindo
energizado, mais alerta e mais sensível aos estímulos davisão, daaudiçãoe do
tato. O ritmo cardíaco aumenta, as pupilas se dilatam ea pressão sangüínea e a
temperatura sobem. O usuário pode começar, então,a sentir-se inquieto, ansioso
e/ou irritado. Em grandes quantidades, o crackpode deixar a pessoa extremamente
agressiva, paranóica e/ou fora darealidade, Alguns efeitos:
•Forte aceleração dos batimentos cardíacos.
•Aumento da pressão
arterial.
•Dilatação das
pupilas.
•Suor intenso.
•Tremor muscular.
•Excitação acentuada.
•Sensações de
aparente bem-estar.
•Aumento da
capacidade física e mental.
•Indiferença à dor e
ao cansaço.
•Inquietação psicomotora (dificuldade para permanecer
parado, atéquadros mais sérios de agitação).
•Aumento do estado de alerta e inibição do apetite.
•Alterações do humor.
•Euforia
(desinibição, fala solta) a sintomas de mal-estar psíco (medo,ansiedade e
inibição da fala).
Em 15 minutos a
necessidade de um novo consumo já se manifesta, se nãofor usado novamente o
usuário pode chegar a um inevitável desgaste físico epodendo chegar a depressão
profunda. Todo usuário de Crack é um grandecandidato a morte, pois a droga
causa graves lesões irreversíveis ao cérebropor causa de sua grande
concentração no sistema nervoso. O Crack causadependência, durante o consumo
pode levar a problemas cardíacos ou até epção, contestação e saída do sistema
autoritário em que viviam as pessoas .
nenhuma opinião definitiva sobre a questão da hospitalização
e dos cuidadosaos toxicômanos. (OLIEVENSTEIS, Claude 1988 pág.115).
TRATAMENTOS E POLÍTICASPÚBLICAS
O tratamento específico para dependência química no Hospital
PsiquiátricoSão Pedro (HPSP), iniciou na década de 1940, com uma unidade
deInternação Denominada "Pavilhão de Alcoolista". (Araújo et al.,
2002).
Em 2002, a Unidade de
Desintoxicação Jurandy Barcellos, segundo Araújoet al. (2002), internava
pacientes do sexo masculino de Porto Alegre e interior do Estado do Rio Grande
do Sul, com dependência de sustâncias psicoativas.Há registros que, nesta
época, a Unidade atendia em média 40 pacientes por mês. O tempo médio de
internação era de 7 a 15 dias, e além de ser realizadaa desintoxicação, havia
um tratamento tendo como referencial a EntrevistaMotivacional e o Modelo de
Prevenção de Recaída, que fazem parte da TerapiaCognitivo-Comportamental
(Araújo et al.,2002).
No dia 6 de agosto de
2002, tendo como fundamento a Lei da ReformaPsiquiátrica do Deputado Paulo
Delgado, na qual é previsto o progressivofechamento de leitos em hospitais
psiquiátrico e a substituição destes por leitosem hospitais gerais, foram
proibidas novas internações na unidade JurandyBarcellos, havendo uma
transferência dessas vagas para o hospital Vila Nova apartir de um convênio
firmado entre a Secretaria Estadual da Saúde e aPrefeitura Municipal de Porto
Alegre. Aqueles pacientes que já estavaminternados na Unidade do Hospital São
Pedro ficaram até a sua alta hospitalar,sendo que o fechamento definitivo da
Unidade com a saída do último pacienteocorreu no dia 11 de setembro de 2002.No
que diz a respeito ao tratamento dedependentes químicos, de acordo com Carlini
(2002), as necessidades deleitos, que devem ser guardadas de acordo com as
demandas locais eregionais.
Apesar de termos ido
ao encontro da Reforma psiquiátrica, quanto asubstituição dos leitos em
hospitais psiquiátricos por leitos em hospitais geraiscom o número insuficiente
de serviços substitutivos voltados para odependente químico, grande parte da
clientela (usuários) que vem aumentado,pagou pelo ônus de um planejamento
indevido (Araújo,2003).
Em 2004, depois de 2
anos de espera, e atendendo ao solicitado peloSindicato Médico do Rio Grande do
Sul (SIMERS), Sociedade de Apoio aoDoente Mental (SADOM) e Fraternidade Cristã
de Doentes e Deficientes do RioGrande do Sul, em Ação Civil Pública posta
contra o Estado do Rio Grande doSul, a Justiça determina a reabertura da
Unidade Jurandy Barcellos. A juízaRosan Garbin, do 1º Juizado da 4ª Vara da
fazenda Pública da Capital, acolheuparecer da promotora de Justiça Marisa Lara
Adami da Silva que afirma ser areativação dos trinta leitos imperiosa até a
implementação por completo do
espírito da lei e dos
mecanismos ali previstos, inclusive uma reavaliação naReforma Psiquiátrica
(Aguiar, 2006). Entretanto, a sentença que determinou areabertura da Unidade
foi cumprida somente no dia 31 de julho de 2006. Até ofinal da tarde do dia da
reabertura, cinco pessoas já haviam sido internadas(Imprensa/SIMERS).
Hoje o HPS atende
principalmente a demanda de fora da Capital. Ospacientes internados são
encaminhados pelas 1ª, 2ª e 18ª coordenadoriasregionais de saúde, envolvendo
grande Porto Alegre, Litoral e municípios comoCamaquã e Montenegro. A
intervenção judicial também manteve os leitosabertos, no Hospital Vila Nova
(Imprensa/SIMERS, 2006).
A ala destinada à
desintoxicação dos dependentes químicos atualmente,além dos 30 leitos, possui
quatro consultórios, sala de convivência comtelevisão, mesa do pingue-pongue
para entretenimento, oficinas dereabilitação, área para atividades de terapia
ocupacional, além de sala deprocedimentos de enfermagem equipada com medicamentos
desfibrilador. Aequipe que oferece assistência é composta por profissionais das
mais diversasespecialidades. Em acordo com a direção interna do hospital apenas
estãosendo aproveitados 20 leitos. Hoje, a demanda de dependência química
nosetor de admissão, para fins de internação, costuma ultrapassar 50%
daprocura. O tratamento para desintoxicação varia de 7 a 30 dias em
ambienteprotegido, propiciando motivação a abstinência e a tratamento
externo(Governo do Estado do Rio Grande do Sul). De 31 de julho a 31 de
dezembrode 2006 internaram 155 pacientes, havendo uma média de 51,6
internaçõespor mês. (Leonel Tesch Formiga, Rafael Corrêa da Silva Santos,
TiagoSacchet Dumcke, Renata Brasil Araújo; 2006).
8.5 - REDUÇÃO DE DANOS OUDIMINUIÇÃO DE PREJUÍZOS
"Prejuízos"
podem ser entendidos como danos, riscos, perigos... Dessaforma, diminuição de
prejuízos é um conjunto de medidas dirigidas a pessoasque não conseguem ou não
querem parar de consumir drogas. Essasestratégias têm por objetivo reduzir as
conseqüências negativas que o uso dedrogas pode ocasionar. Um bom exemplo
seriam as campanhas orientando aspessoas a não dirigirem após consumir bebidas
alcoólicas. Outro exemploseriam os programas de troca de seringas dirigidos a
usuários de drogasinjetáveis. Sabemos que a forma de transmissão mais perigosa
do vírus daAIDS é a passagem de sangue contaminado de uma pessoa para outra.
Nos programas de
troca de seringas, são recolhidas as usadas e colocadasnovas a disposição. Por
meio desses procedimentos ocorre redução importanteda infecção pelo vírus da
AIDS, assim como de outras doenças contagiosas. Aocontrario do que se temia
inicialmente, os programas de troca de seringas nãoinduzem as pessoas a
utilizar drogas injetáveis. Além disso, eles constituemuma medida de saúde
pública da maior importância para o controle da
epidemia mundial de
AIDS..(SILVEIRA,Dartiu Xavier e SILVEIRA,EvelynDoering Xavier ; 2004 pág. 29).
REDUÇÃO DE DANOS DO CRACK NOBRASIL
Em outros requisitos, o atendimento a usuários de
crack
requer muitacriatividade para superar as grandes
dificuldades decorrentes damarginalização e da vulnerabilização dessa
população...deve-se levar sempreem conta as especificidades de cada situação e
a necessidade de uma posturarespeitosa para com os indivíduos e seus valores.
Em 1996, a equipe da
CETAD (Centro de Estudos e terapia do abuso deDrogas), que desenvolvia projetos
de redução de danos para usuários dedrogas injetáveis em Salvador, começou a
observar um crescente número deusuários de
crack
nas suas intervenções de rua. Este fato motivou a equipe
apesquisar estratégias preventivas a serem implementadas entre esse novogrupo
de usuários. De inicio optou-se pela apresentação de vídeos na rua, oobjetivo
desta atividade foi oferecer produtos socioculturais alternativos nopróprio
contexto social dos usuários, que estimulassem a reflexão,reformulação e/ou
questionamento sobre os conhecimentos e comportamentosde risco para as
DST/AIDS, outras doenças infectocontagiosas, o abuso dedrogas tais como o
crack
. Junto com tal atividade foi feita uma pesquisabuscando
conhecer o perfil psicossocial dos usuários de
crak
naquela cidade,determinar o consumo desta e outras drogas e
ainda conhecer as práticassexuais de tais usuários.
É interessante
examinar um projeto pioneiro desenvolvido entre usuários de
crack
buscando tratamento no Programa de Orientação e Atendimento
aosDependentes na universidade Federal de São Paulo (PROD/UNIFESP).Nesses
estudos foram acompanhados 24 indivíduos do sexo masculino por 12meses
"referiam nas primeiras consultas que vinham usando maconha comouma forma
de atenuar os sintomas de abstinência do
crack
" ... Os cannabis
,projetos de substituição encontram grande resistência por
parte dasautoridades de saúde e de médicos em geral, tornando-se de difícil
execução ereplicação, o que é lamentável tendo em vista as dificuldades
apresentadaspelo tratamento clínico da dependência de
crack
e a necessidade de novasmaneiras de abordá-lo.(SILVEIRA, da
Dartiu Xavier e MOREIRA, FernandaGonçalves "Panorama Atual de Drogas e
Dependências" 1ª edição -EditoraAtheneu, São Paulo, 2006 pág. 375)
Roteiro Terapêutico:
Acolhimento: Pode-se ser realizado em grupo ou
individualmente,e o objetivo é garantir um espaço de troca, onde as
angustiasseja acolhidas no "aqui e agora".
Avaliação e
acompanhamento psiquiátrico
Triagem: constituído
pela avaliação clinica e psiquiátrico dopaciente que procura tratamento para
dependência..(SILVEIRA,da Dartiu Xavier e MOREIRA, Fernanda Gonçalves, 2006
pág.375)oForam analisados os registros dos pacientes atendidos em dois
serviçosambulatoriais públicos da cidade de São Paulo, no período de 1990 a
1993. Osdois ambulatórios estudados (PROAD e UDED) são setores especializados
notratamento de abuso e dependência de drogas. O PROAD (Programa deOrientação e
Atendimento a Dependentes de Drogas) é um setor doDepartamento de Psiquiatria
da Escola Paulista de Medicina (EPM), e a UDED(Unidade de Dependência de
Drogas), um setor do Departamento dePsicobiologia da EPM. Ambos oferecem
tratamento gratuito.
As duas clínicas usam
uma entrevista inicial padronizada, que, embora emsua forma e aplicação sejam
diferentes, possuem algumas variáveis emcomum, permitindo a análise dos dados
agrupados.(.http://www.scielo.br/;2008).
FASC
ENCAMINHA DEPENDENTESPARA O TRATAMENTO
- Descentralização: a execução dos serviços seria comandada
e realizadapelos Municípios e pelos Estados, minimizando o papel da União;
- Unicidade de
Comando: embora descentralizado, o sistema passaria a ter um comando único em
cada esfera de governo, evitando a antiga duplicaçãode esforços que existia
entre as estruturas do Inamps, do Ministério da Saúde edas secretarias
estaduais e municipais;
- Participação
Social: a sociedade participaria da gestão do sistema atravésde Conselhos de
Saúde organizados em todas as esferas de governo, queteriam funções no campo do
planejamento e fiscalização das ações de saúde.
O SUS integra não
apenas as redes federais de saúde, mas também asredes públicas dos Estados e
Municípios, embora os hospitais universitários,por exemplo, continuem a
pertencer à estrutura das universidades e doMinistério da Educação. Também o
subsistema de assistência médica dasforças armadas continua isolado, não
integrando o SUS.
O SUS, em nível
estadual, passou a ser composto pela fusão dos escritóriosregionais de saúde
(antigas superintendências) às secretarias estaduais desaúde, passando suas
ações a estarem subordinadas ao comando dassecretarias.
No entanto, até o momento, nem todos os Estados absorveram
as redes doInamps por alegarem dificuldades relacionadas às despesas de
custeionecessárias à manutenção destas redes. O mesmo se passou com
osMunicípios, ou seja, poucos deles absorveram os estabelecimentos do Inampspor
razões financeiras e por dificuldades de ordem operacional.Os repasses de
recursos da União para Estados e Municípios, a partir de1989, passaram a ser
feitos segundo a prestação de serviços efetivamenterealizados em cada unidade
da federação.
No caso dos gastos
ambulatoriais, os valores eram repassados segundocritérios per capita. No caso
dos valores para o atendimento ambulatorial,limitava-se o teto de 0,1 de
internação por habitante/ano; em cada Estado e(ou) Município, pagos também após
a emissão da fatura do serviço prestado.
9.1 - ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS
O quadro da Atenção
às Urgências no Brasil apresenta-se, com identidadedramática: atendimento
voltado a pronto-socorros de hospitais, filas e muitotempo de espera para as
pessoas serem atendidas, pacientes hospitalizadosnos corredores das entidades -
muitos portadores de sérias doenças e tambémcom outras particularidades.Será
que é possível ter compreensão da totalidade do problema, com essa“cruel”
realidade que nos deparamos diariamente? Impossível
compreendermos e
aceitarmos, todos os dias indivíduos morrendo nas filas dasUTI, sem o mínimo de
assistência médica, e o longo tempo de espera paraconsultas e exames. Essa
realidade não está satisfatória para a humanidade,precisamos ter qualidade de
vida, queremos justiça e direito de viver comcidadania neste país. Segundo um
artigo publicado pelo Ministério Público,Política Nacional de Atenção às
Urgências (2008), que relata a seguinteinformação:
O Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silvapretende
desenvolver ações que efetivamentepriorizem a área de urgência, com o objetivo
deproteger a vida e melhorar as condições de saúde dapopulação (Esalba: páginas
curriculares 2008/1).
Perante essa informação, nossa expectativa em relação ao
MinistérioPúblico e ao governo do Estado, é de que venham fazer uma leitura
detalhadadas necessidades da área da saúde, pois as urgências da sociedade
nãopodem esperar. Temos direito de viver com qualidade, pois todos os
cidadãosestão inclusos no Sistema Único de Saúde (SUS), onde nenhum serviço
podeser cobrado, devido ao seu financiamento já garantido pelo pagamento
deimpostos e contribuições sociais, onde entendemos como conjunto de ações
eserviços de saúde, prestados por redes públicas federais, estaduais
emunicipais, que tem dentro das suas diretrizes o seguinte
objetivo:“Universalização do Atendimento: toda a rede pública própria ou
comandadapassaria a atender a população, em caráter universal, sem restrições
oucláusulas de cobertura”. Como podemos verificar, nossos direitos existem,
noentanto precisamos garanti-los.
Nos estados
brasileiros há sérias dificuldades relacionadas às despesasfinanceiras com
manutenção das redes de saúde, por isso o desenvolvimentodo SUS tem sido lento
e, em certa medida, prejudicado pela grande crisefinanceira do setor público na
saúde, devido aos partidos neo-liberalistas queapóiam as privatizações de
nossos direitos, assim enfraquecendo o Estado.Precisamos entender esse sistema
para contribuirmos para uma reconstruçãono Brasil, e assim Cunha (1998)
acredita nessa mudança: “O SUS se constróino cotidiano de todos aqueles
interessados na mudança da saúde no Brasil.Entendê-lo é uma boa forma de
fortalecer a luta pela sua construção”.(CUNHA,1998).
Perante essa análise
de atenção às urgências, podemos firmar que aepidemia do
crack
está inclusa em uma das emergências da sociedade,precisamos
ter tratamento no SUS para dependentes de
crack.
O secretário dasaúde reconhece tamanha deficiência que a
saúde pública vivência, comodisse a uma entrevista para o jornal Zero Hora
publicada no dia 31/07/2008, 31:“O problema não é só garantir internação. O
crack
precisa de mais tempo detratamento do que outras drogas.
Hoje estamos internando para desintoxicar emandando de volta para a droga”. O
secretário reconhece o Estado também,promessas são feitas, tal como o projeto-
piloto: Projeto que planeja gastosadicionais de R$ 2 milhões por mês, além da
criação de 500 novos leitos parausuários da droga, a promessa foi feita no final
de abril de 2008, mas até agora
não foi implantada, o
número de dependentes aumenta cada vez mais em umperíodo muito curto.Em
pesquisa realizada pelo grupo no material que à Zero Hora divulgou por uma
semana, chamado de epidemia do
crack,
tem o relato do diretor-técnicodo Hospital espírita de Porto
Alegre, ele dúvida da implementação do projeto,devido ter tido que fechar os 80
leitos que hospital oferecia pelo SUS, fala queo Estado não conseguiu dar conta
destes, então como podemos acreditar quevão criar 500?
É devido a essa
promessa e outras, que a sociedade não pode seacomodar. Precisamos urgentemente
elaborar um tratamento específico paraos usuários de
crack
e outras drogas, para que diminua o número de pessoasmortas
todos os dias, famílias abaladas, jovens sem qualquer expectativa devida e
outras conseqüências que a droga traz. Assim podemos conferir emalguns anexos
que nossa pesquisa apresenta.
PRECONCEITO
A sociedade atual é muito rígida quando o assunto é usuário
de drogas emgeral, mas o que as pessoas muitas vezes não se dão conta é que
podemestar incentivando esses jovens tendo um comportamento mais
vulnerávelquando se trata de drogas legais. A cultura química abraçada pela
sociedadefaz com que esses jovens muitas vezes aprendam com suas próprias
famíliasque poderão vir a usar drogas quando crescer. Eles presenciam o uso
debebidas alcoólicas e cigarros muitas vezes dentro de casa e a informação
querecebe é que ainda é muito pequeno para experimentar certas coisas.Claro que
não se pode generalizar, levando em conta também de que afase da adolescência é
um período de transformação e descobertas, em que o jovem, lida com
responsabilidades que antes não tinha, ocorrem às mudançashormonais, inicia-se
um afastamento da família e sofre a influencia e pressãodos amigos para ser
inserido no grupo.É compreensivo que as pessoas pensem no usuário de crack
compreconceito, pois é reconhecido mundialmente o fato de que o consumo
dedrogas aumenta a criminalidade, há relatos de que o risco de sofrer algum
tipode violência é 14 vezes maior para os que moram com usuários de drogas.
Ousuário fica agressivo tanto pelo efeito químico de algumas drogas quanto
pelafalta que sentem quando não as tem.
É possível combater
esse mal social que traz conseqüências tão gravescom informação, não partindo
do pricípio de que o preconceito é mau, muitasvezes ele é um instrumento
necessário de defesa e sobrevivência.
CONCLUSÃO
Percebe-se que apesar do SUS atender os usuários de crack
ainda que emconta-gotas, em comparação com a crescente demanda que surge a cada
diano seio da sociedade e atingindo a todas as camadas sociais, o SUS
comodireito dos cidadãos procura estabelecerem uma política que possa dar
umtratamento digno para essas pessoas.No entanto, sabemos que só o tratamento
para desintoxicação não resolve.Devemos criar convênios junto às clinicas de
tratamento de longo prazo paraque esses usuários possam superar a dependência
desta droga que destróisuas vidas e a de seus familiares. A participação das
famílias no tratamento éde fundamental importância, pois sem ela, fica quase
impossível ao usuáriouma total recuperação.Este trabalho foi de extrema
importância para os integrantes do grupo, queatravés da disciplina de Saúde
Coletiva puderam utilizar esta metodologiacomo forma de atingir outros prismas
e adquirir conhecimentos. A experiênciade construir conhecimento a partir da
caminhada em grupo, trouxe efeitos quevão desde auto-conhecimento até a
oportunidade do exercício da tolerância eco-responsabilização pelos resultados.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
CÂNCER DE PENIS
"O câncer de pênis é um tipo de neoplasia bastante rara, mas está relacionada aos hábitos de higiene e de comportamento sexual, podendo ter sua incidência bastante reduzida com a educação da população. O tratamento também é eficaz, mas é fundamental que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível".
O Que é o Câncer de Pênis, Incidência e Fatores de Risco
O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento anormal das células. Também entendido como 'neoplasia maligna', o câncer que atinge o pênis é, na realidade, uma doença relativamente rara, que acomete homens mais velhos, geralmente a partir quinta ou sexta década de vida. O seu risco, segundo estudos já realizados, é algo em torno de 1 para cada 600 ou 1300 homens, mas esta taxa é variável, de acordo com a região, pois este tipo de câncer se associa com a situação sócio-econômica da população atingida, o que envolve hábitos de higiene e comportamento sexual de risco.
Quando falamos de Brasil, a doença representa cerca de dois por cento do total das neoplasias do homem e é cerca de cinco vezes mais comum nas regiões Norte e Nordeste, em relação às regiões Sul e Sudeste. Nestas regiões de maior prevalência, os tumores de pênis chegam a superar, em número, as neoplasias da próstata e bexiga.
Em um estudo realizado no estado do Pará, na sua capital, Belém, efetuou-se a análise de 346 pacientes tratados no serviço de urologia do Hospital Ofir Loiola (HOL). Este é o único hospital que trata de câncer no estado e a pesquisa foi realizada entre janeiro de 1990 e setembro de 1999, usando dados do Arquivo Médico e Estatístico (SAME) do HOL.
Observou-se que a faixa etária mais acometida por esta afecção, com cerca de 65 por cento do total de pacientes, foi entre os 40 e 69 anos de idade. A maioria dos pacientes, cerca de 63 por cento, vinha de regiões interioranas e apenas 24 por cento era da zona metropolitana. Em mais de 80 por cento dos casos, os pacientes demoraram mais de sete meses para realizar o diagnóstico, após terem percebido a primeira lesão. Concluiu-se que a falta de circuncisão e hábitos de higiene precários foram as principais condições associadas, estando presentes em 70 por cento dos casos.
A taxa de morbidade - quantas pessoas atingidas pelo câncer morrem em função dele - é relativa ao estágio em que ele começa a ser tratado, explica o Dr. Gustavo Cardoso Guimarães, que defende tese de mestrado em câncer de pênis pelo Centro de Tratamento e Pesquisa do Hospital do Câncer A. C. Camargo de SP, da Fundação Antônio Prudente. "Quando identificado cedo, as chances de cura são grandes", explica o médico em entrevista exclusiva a esta reportagem. O problema, explica o especialista, é quando o câncer atinge o sistema linfático e obriga, no tratamento, a se optar pela cirurgia, onde são extraídos os gânglios comprometidos. "Se ele não for tratado, pode levar à morte em cerca de dois anos", adverte.
Embora se saiba que existe uma predisposição genética para o desenvolvimento do câncer, é difícil pré-determinar quem a possui ou não. "Existe pouca pesquisa em torno disso, por causa da baixa incidência nos países onde os centros de pesquisa são mais avançados...", acusa o Dr. Gustavo.Relação com Fimose e Circuncisão
Há também uma relação com a fimose (incapacidade de expor completamente a glande, ou seja, descobrir a cabeça do pênis, com o pênis flácido ou ereto, o que dificulta a higiene local) e a circuncisão (retirada do prepúcio, cirurgia comum entre os judeus, por motivo religioso e cultural), que vem sendo cada vez mais estudada.
Em 1993, por exemplo, o Dr. Christopher Maden, Ph.D., reportou um estudo com 110 homens com câncer de pênis. Destes, 22 tinham sido circuncisados ao nascer, 19 durante a vida e 69 não haviam sido, o que levanta a hipótese de que a circuncisão possa ser um agente preventivo do câncer de pênis. Quando o câncer ocorre em homens circuncisados, ele geralmente aparece na linha da cicatriz, e, em função disso, estabeleceu-se a hipótese de que a cicatriz facilitaria a penetração do HPV - Papiloma Vírus Humano.
No entanto, conforme a American Cancer Society, publicação de Junho de 1999, a circuncisão não é considerada benéfica para a prevenção ou redução dos riscos de câncer de pênis. O câncer de pênis é incomum na Europa e na América do Norte, ocorrendo, nestas regiões, em 1 a cada 100.000 homens adultos. Nos Estados Unidos, a previsão para 2001 é que ocorra, para toda a sua população de mais de 250 milhões de habitantes, cerca de 3000 casos, resultando em algo em torno de 300 mortes.Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de pênis é, via de regra, clínico, obtido através do exame médico. Obtém-se uma confirmação pela biópsia, que consiste na retirada de uma amostra do tecido atingido e sua análise em laboratório.
O principal sintoma do câncer de pênis é a presença de uma ferida na pele, na ponta (cabeça) do pênis, ou seja, na glande. Esta ferida, explica o Dr. Gustavo, é pouco dolorosa e por isso se diferencia das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis, como herpes, sífilis, gonorréia, entre outras). "A ferida típica do câncer é mais exuberante e menos dolorida que as provocadas por DSTs", ensina o médico, que complementa dizendo que as feridas do câncer também demoram em cicatrizar. Sempre que houver dúvida, no entanto, o médico pedirá uma biópsia. O especialista insiste que, aparecendo qualquer ferida no pênis, o certo é procurar logo assistência médica. As especialidades mais indicadas são urologia ou oncologia.Prevenção
Sendo as condições relacionadas ao câncer de pênis, em ordem de importância, os hábitos de higiene genital; o comportamento sexual de risco, causador do HPV; e a circuncisão, conclui-se que este é um tipo de câncer é fácil de prevenir, dependendo principalmente de investimentos em educação. No entanto, acusa o Dr. Gustavo, sua baixa prevalência não estimula campanhas nacionais de prevenção. Esta deveria ser uma medida localizada por regiões e focada nos hábitos de higiene e de comportamento sexual, atendendo a várias doenças e não apenas ao câncer de pênis.
Independente do homem ser ou não circuncisado, bons hábitos de higiene reduzirão muito a chance de que desenvolva uma neoplasia no pênis. "Aquela sujeirinha branca, chamada esmegma, que se forma em torno da glande, precisa ser removida diariamente, pois ela é irritativa tanto para o homem quanto para a sua parceira sexual", ensina o especialista Dr. Gustavo.
O avanço na prevenção e tratamento do HPV também deve resultar em redução na incidência do câncer. É constatada a presença de HPV, segundo o Dr. Gustavo, em cerca de 50% dos homens que desenvolveram câncer de pênis. Ainda que isso não estabeleça uma relação direta de causa entre o HPV e o câncer, a redução do índice de HPV certamente teria algum impacto sobre a incidência de câncer de pênis. O HPV atinge cerca de 30% da população. Nas mulheres que desenvolvem câncer de colo de útero, cerca de 95% também acusa presença de HPV.Tratamento
O tratamento do câncer de pênis é decidido pelo médico em função do seu estágio. Pode-se optar por tratar com medicamentos aplicados no local (apenas para estágios muito iniciais) radioterapia, cirurgia, amputação parcial ou total do órgão. O recurso da quimioterapia é menos freqüente e depende da presença de metástases e outras variáveis. Como já dito, no caso do câncer ter atingido o sistema linfático, a cirurgia para extração dos gânglios afetados também se faz necessária.
Estes tratamentos não costumam afetar definitivamente a fertilidade, mas, nos casos de amputação, podem afetar a vida sexual do paciente, tornando-o impotente. O Dr. Gustavo insiste em afirmar que, quanto mais cedo o paciente procurar tratamento, melhores são as suas chances de sobreviver ao câncer e menos agressivos serão os tratamentos pelos quais ele terá que passar. "O diagnóstico precoce é fundamental", afirma o médico do Hospital do Câncer.
domingo, 20 de maio de 2012
E tem gente que diz que o cigarro não é droga
A indústria do cigarro é uma das principais inimigas da saúde pública. Afinal, o cigarro é um produto feito para viciar e matar. São 4 milhões de mortes por ano, uma a cada oito segundos. O pior de tudo é que, nesse mesmo tempo, outra vítima é "recrutada", normalmente um jovem.
NOVENTA POR CENTO DOS FUMANTES COMEÇARAM ANTES DOS 19 ANOS
Um dos principais objetivos da indústria do cigarro é fazer as pessoas acreditarem que fumar é uma decisão individual, o que funciona muito bem com os jovens de que fumando, eles vão ser mais sensuais, interessantes e aceitos. Você não acredita que isso é uma estratégia? Então leia o que diz um memorando dirigido ao vice-presidente de uma conhecida fábrica de cigarros:
"A marca Camel precisa aumentar sua penetração no grupo de 14-24 anos, que tem valores mais liberais e representa o mercado de cigarros amanhã."
Memorando de 1975 para C. A. Tucker, vice presidente de Marketing da R. J. Reynolds
A CORTINA DE FUMAÇA DA INDÚSTRIA DO CIGARRO
A estratégia para popularizar o uso do cigarro tem sido o marketing agressivo e a criação de uma verdadeira "cortina de fumaça", que esconde a verdade. O que acontece nos Estados Unidos e na Europa (as indenizações que os fabricantes de cigarro têm de pagar, a proibição da publicidade, etc.) nem sempre é conhecido em outros países, o que ajuda a indústria do cigarro a se expandir.
COM A PALAVRA, A INDÚSTRIA DO CIGARRO
Veja o que dizem alguns membros da indústria do cigarro:
"A nicotina causa dependência. Nosso negócio, então, é a venda de uma droga."
Addison Yeaman, da Brown & Williamson, 1963
"Para o principiante, fumar um cigarro é um ato simbólico. Eu não sou mais o filhinho da mamãe, eu sou durão, sou um aventureiro, não sou quadrado... À medida que o simbolismo psicológico perde a força, o efeito farmacológico assume o comando para manter o hábito..."
Philip Morris, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento, "Por que se Fuma", 1969
"O cigarro não ser visto como um produto, mas como um pacote. O produto é a nicotina. Pense no cigarro como um distribuidor de uma dose de nicotina. Pense em uma tragada como o veículo da nicotina."
Drª Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Berlim, 27 de abril de 1999
NÃO SE DEIXE ENGANAR
Agora que você já conhece um pouco da estratégia da indústria do cigarro, não se deixe seduzir pelas belas imagens dos comerciais e dos anúncios. Fumar não deixa ninguém mais bonito ou interessante. A verdade é bem outra: cigarro é droga, causa dependência e mata.
Wayne McLaren, o "comboy" de uma famosa marca de cigarros, morreu de câncer de pulmão em 1992, aos 51 anos de idade.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Uma dica cientifica para parar de fumar
Um estudo realizado com 434.190 pessoas, durante 12 anos, revelou que os fumantes ativos que se exercitavam tinham 55% mais chances de parar de fumar do que os inativos. E depois tinham mais fôlego também.Você é daqueles que apesar de tudo que já foi dito de ruim sobre o tacabo, continua fumando? Aqui vai mais uma dica científica para parar de fumar: exercício. Aliás, não apenas para parar, mas para continuar sem fumar.
Além disso, os ativos tinham 43% menos chance de ter uma recaída do que os preguiçosos.
E a atividade física, como já fomos bem informados, ajuda em diversos aspectos, incluindo a expectativa de vida. Nesse estudo, foi registrado um aumento de 3,7 anos e uma redução da mortalidade de 23% – e isso entre os ex-fumantes inativos. Entre os ativos, os números passam para 5,6 anos e 43%!
Lembrando que, no estudo, as pessoas consideradas ativas faziam pelo menos 30 minutos de exercícios diários. Hora de se mexer!
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